domingo, 14 de dezembro de 2008

Call of Duty 5 World at War


Desde o lançamento do jogo Medal of Honor para PS2, da Eletronic Arts, vários outros jogos pegaram carona na temática da II Guerra Mundial, inundando consoles e pc do mundo todo com guerras recheadas de heroísmo e bravura. Nessa carona Call of Duty embarcou no banco da frente, bem ao lado do seu principal rival, sempre abordando combates intensos como característica própria. Em novembro de 2007 a franquia, numa mudança ousada, abandona a temática que o consagrou para se enveredar no mundo das guerras modernas, a mudança não só lhe fez bem como tornou a franquia referência em jogos de guerra graças ao grande sucesso de Modern Warfare, relegando para o segundo plano e talvez para o esquecimento o seu predecessor Medal of Honor.




Este ano a Activision nos presenteia com mais um jogo da franquia Call of Duty. Desta vez, o jogo volta às origens abordando novamente a temática da II Guerra Mundial, prometendo resgatar suas raízes e, ao mesmo tempo, entregar um produto igual ou superior ao seu antecessor. E é ai onde o jogo naufraga. Primeiro porque a Activision entregou a uma equipe do seu segundo escalão, a Treyarch, a responsabilidade de dar seqüência ao seu grande sucesso e segundo: subestimar a concorrência. O jogo não traz nada de novo, é a velha historia do mais do mesmo, possui a mesma mecânica e gráficos de Modern Warfare, na verdade, foi construído encima do que já existia aproveitando quase tudo menus, interfaces, mecânica do jogo, etc. O jogo não ficou ruim, só não impressiona. A II Guerra já aconteceu, e os seus principais eventos já foram retratados exaustivamente por outros jogos, não sobrou muito para se inspirar e o combate contra os japoneses não acrescenta nada de novo, então o que a Treyarch fez? Não inventou nada, copiou tudo. Isso mesmo, o jogo é uma coletânea de fases já jogadas pelos amantes de jogos em primeira pessoa, é um verdadeiro plágio, tem fase similar ao desembarque na Normandia do MOH, a fase do Sniper de CD4 ou a travessia do prédio em chamas de BIA Hell’s Highway com direito ao mesmo salto pela janela.

A mecânica do jogo foi mal aproveitada e chega a ser frustrante nos modos mais difíceis matando dezenas de japoneses que insistem em atacar somente você, mas nos modos mais fáceis o jogo fica bem gostoso de jogar e você se sente um verdadeiro Rambo.
Portanto, Call of Duty 5 apresenta-se como uma mera continuação, sem o brilhantismo e o esmero do seu predecessor. Não é um jogo ruim, apenas comum demais. Vale a pena tê-lo em casa mesmo que seja para joga-lo no modo multiplayer. É mais um bom titulo para se ter a prateleira.

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